A inteligência que se instala
 

DOMÓTICA – O FUTURO, HOJE

A “vontade” do cliente é moldada pelo projectista e assessorada pela empresa integradora dos sistemas, que globaliza e integra as soluções, não perdendo de vista a aceitação do grau de sofisticação, por parte do cliente, uma vez que é ele (e o seu agregado familiar) que deverá interagir diariamente com os diversos sistemas.

Na actual conjectura do ramo da construção, a Domótica surge como o maior e melhor valor acrescentado das promoções imobiliárias, sendo as soluções dimensionadas e custeadas mediante o alvo pretendido, tal como acontece com outros ramos de actividade comercial.

Com especial aplicação justificada nas moradias, a Domótica aplica-se “à escala” em apartamentos, pequenos escritórios e lojas, sendo inúmeras as hipóteses de escolha, não só ao nível das marcas como também no grau de integração e interacção entre sistemas.

Tecnicamente, desde o cão electrónico ao comando das principais funções na casa via mensagens escritas de um telemóvel, “quase tudo” é possível. É evidente que quem decide é o cliente e deve ser o projectista o primeiro a “abrir” o campo das hipóteses. Por sua vez o projectista deve ter ligado a si, uma empresa que seja capaz de propor e viabilizar tecnicamente as soluções a instalar.

A Domótica veio para ficar e com tem aplicações para todos os níveis do mercado imobiliário, começando por pequenas soluções ligadas à segurança e controlo integrado de TV, vídeo, Hi-Fi, luzes e aparelhos em pequenos apartamentos (são disso exemplo os empreendimentos da EPUL Jovem), até às grandes soluções para as moradias de luxo.

O facto por si só da Domótica resultar da integração de várias empreitadas técnicas, representa significativas economias de escala quer ao nível do equipamento, quer ao nível da mão-de-obra da sua instalação, que se reflectirão no valor dos orçamentos a apresentar.

Por outro lado, o dono de obra beneficia logo à partida pelo facto de ter um único interlocutor para as instalações técnicas especiais, o que facilita o controlo e a gestão dos trabalhos, assim como a posterior assistência técnica pós-venda ao cliente final.

DOMÓTICA – A INTELIGÊNCIA QUE SE INSTALA

Tornar uma casa inteligente significa que sejam instalados sistemas eléctricos e electrónicos capazes de substituir inúmeras operações manuais. Mediante determinadas condições, devem “decidir” acções automáticas que se traduzem em óbvias vantagens do ponto de vista de segurança e conforto na habitação.

A título de exemplo, é de salientar a integração de alarme sem fios (via rádio frequência) de última geração com comunicadores GSM proporcionando o controlo bidireccional do alarme, via mensagens escritas a partir de qualquer telemóvel, de qualquer operador. Assim entre outras funções, o utilizador pode armar ou desarmar o alarme remotamente, saber quando alguém desliga ou liga o alarme, quando há falha de corrente em casa, corte de linha telefónica ou que tipo de alarme está a ocorrer em casa (intrusão, pânico, fuga de gás ou água, fogo) com um custo de chamadas controlado. Isto tudo através de simples mensagens escritas no telemóvel!

O interessante é que a base do sistema é uma central de Domótica, capaz de comandar milhares de pontos, estando preparada para receber e enviar ordens para comandar qualquer grupo de luzes (jardim, fachada, e/ou circuito de iluminação de segurança) e/ou aparelhos (ar condicionado, aquecimento central, bomba de água, portão de garagem, etc).

A comunicação para qualquer dos pontos a comandar pode ser feita por cabo (BUS de comunicações próprio) e também pela rede eléctrica já existente, o que torna estas soluções muito interessantes para casas já construídas, uma vez que não é preciso partir paredes nem passar cabos para por em prática a maior parte das soluções pretendidas.

A bi-funcionalidade dos detectores de presença (de segurança quando o alarme está ligado e de iluminação quando o alarme está desligado), o controlo automático das luzes exteriores (o circuito de decoração da fachada da vivenda e os circuitos de iluminação de segurança), a simulação de presença, os alarmes técnicos (Gás, água e fogo) com corte automático do circuito de gás e/ou de água, o registo dos últimos 500 eventos, o telecomando integrado dos aparelhos de TV, vídeo e Hi-fi, luzes (candeeiros, focos) e aparelhos (como por exemplo estores motorizados), o reporte automático de determinados eventos para vários números de telefone fixo e/ou móvel, as tele-acções por telefone e/ou telemóvel (accionar ou desligar remotamente o alarme, aquecimento ou o ar condicionado, a rega ou um grupo gerador), o ligar parcial do alarme (para permitir circular em casa com os principais acessos protegidos), o controlo dos diversos circuitos de iluminação interior (criando cenários consoante o uso a dar a cada divisão, com um simples toque de interruptor de parede responsável pela “macro”), o circuito de tomadas de cablagem estruturada (voz, dados e imagem), o sistema de telecomunicações (e a sua interligação ao alarme e vídeo porteiro), o circuito fechado de câmaras de vídeo vigilância (e a sua interligação ao circuito de TV), o comando do portão automático via telemóvel (e a sua integração ao circuito de iluminação de entrada), o cofre (e a sua interligação ao sistema de alarme), o sistema de cinema em casa, o sistema de som distribuído (interior e no jardim), sistema de aspiração central, são algumas das principais das instalações técnicas especiais que integram a área da Domótica.

Alexandre Chamusca
Sócio-Gerente


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