- Que sistema é mais aconselhado para instalar em casas já construídas?
No caso das casas acabadas deve considerar-se um sistema que use a rede eléctrica para comunicar. Este tipo de sistema, além de ser de simples instalação não requer nenhum custo adicional (ao nível de obras). O sistema líder mundial que usa a rede eléctrica é o sistema X-10. É constituído por uma vasta gama de módulos compatíveis, capazes de realizar qualquer função de automação doméstica. Ligam-se às tomadas já existentes e enviam sinais pela rede eléctrica, com um protocolo de comunicações próprio (o protocolo X-10), permitindo controlar luzes, aparelhos ou motores espalhados pela mesma fase de corrente. A instalação é simples... basta ligar os módulos às tomadas. O controlo dos diferentes módulos pode ser feito por:
- Rádio Frequência (telecomandos);
- Pela rede eléctrica (controladores);
- Por voz (através de um digitalizador de voz);
- Por programação horária;
- Por computador (através de um interface compatível X-10);
- Por telefone de tons (através de um controlador telefónico);
- Automaticamente (por acção de actuadores ou sensores).
- Se o potencial deste mercado é enorme, porque é que ainda não existe uma compatibilidade entre todos os equipamentos?
Tem tudo a ver com a defesa dos fabricantes. Por exemplo, a IBM tinha o monopólio dos computadores até ao dia em que surgiram os “IBM compatíveis”. Ninguém arrisca aderir a um standard se tiver de partilhar o mesmo mercado com os seus concorrentes mais directos. O que está a acontecer é que vão surgindo vários standards, consoante os “partidos” a que os principais fabricantes pertencem, ou seja, juntam-se vários fabricantes das diversas aplicações da DOMÓTICA e dos EDIFÍCIOS INTELIGENTES e cooperam no sentido de juntos apresentarem uma solução global para a generalidade das instalações. Assim existem na Europa vários standards BATIBUS, EIBUS, JBUS, MODBUS, D2B, EIB etc. Nos Estados Unidos o CEBUS, X-10, SMART HOUSE, ECHELON, etc. No Japão o TRON. O mercado português começou pelas soluções mais simples e úteis, devendo evoluir pela diferenciação tecnológica que cada marca proporciona. O grau de exigência será imposto progressivamente pelo próprio mercado, à medida que os conceitos forem sendo assimilados pelo conhecimento dos utilizadores finais.
Documento elaborado por: Alexandre Chamusca, Engenheiro |